Terra Sonâmbula

Terra Sonâmbula

Mia Couto / Oct 21, 2019

Terra Son mbula Colec o Mil Folhas On almost every page of this witty magical realist whodunit we sense Couto s delight on those places where language slips officialdom s asphyxiating grasp The New York Times Bo

  • Title: Terra Sonâmbula
  • Author: Mia Couto
  • ISBN: 8496200744
  • Page: 233
  • Format: Hardcover
  • Colec o Mil Folhas, 62 On almost every page of this witty magical realist whodunit, we sense Couto s delight on those places where language slips officialdom s asphyxiating grasp The New York Times Book Review on The Last Flight of the Flamingo The most prominent of the younger generation of writers in Portuguese speaking Africa, Couto passionately and sensitively d Colec o Mil Folhas, 62 On almost every page of this witty magical realist whodunit, we sense Couto s delight on those places where language slips officialdom s asphyxiating grasp The New York Times Book Review on The Last Flight of the Flamingo The most prominent of the younger generation of writers in Portuguese speaking Africa, Couto passionately and sensitively describes everyday life in poverty stricken Mozambique Guardian London Quite unlike anything else I have read from Africa Doris Lessing As the civil war rages in 1980s Mozambique, an old man and a young boy, refugees from the war, seek shelter in a burnt out bus Among the effects of a dead passenger, they come across a set of notebooks that tell of his life As the boy reads the story to his elderly companion, this story and their own develop in tandem Written in 1992, Mia Couto s first novel is a powerful indictment of the suffering war brings Born in 1955 in Mozambique, Mia Couto ran the AIM news agency during the revolutionary struggle He now lives in Maputo where he works as an environmental biologist and heads the Mozambique side of the Limpopo Transnational Park.

    • Unlimited [Fantasy Book] ☆ Terra Sonâmbula - by Mia Couto ð
      233 Mia Couto
    • thumbnail Title: Unlimited [Fantasy Book] ☆ Terra Sonâmbula - by Mia Couto ð
      Posted by:Mia Couto
      Published :2018-012-18T20:35:11+00:00

    About "Mia Couto"

      • Mia Couto

        English Journalist and a biologist, his works in Portuguese have been published in than 22 countries and have been widely translated Couto was born Ant nio Em lio Leite Couto.He won the 2013 Cam es Prize for Literature, one of the most prestigious international awards honoring the work of Portuguese language writers created in 1989 by Portugal and Brazil.An international jury at the Zimbabwe International Book Fair called his first novel, Terra Son mbula Sleepwalking Land , one of the best 12 African books of the 20th century In April 2007, he became the first African author to win the prestigious Latin Union Award of Romanic Languages, which has been awarded annually in Italy since 1990.Stylistically, his writing is heavily influenced by magical realism, a style popular in modern Latin American literature, and his use of language is inventive and reminiscent of Guimar es Rosa.Portugu s Filho de portugueses que emigraram para Mo ambique nos meados do s culo XX, Mia nasceu e foi escolarizado na Beira Com catorze anos de idade, teve alguns poemas publicados no jornal Not cias da Beira e tr s anos depois, em 1971, mudou se para a cidade capital de Louren o Marques agora Maputo Iniciou os estudos universit rios em medicina, mas abandonou esta rea no princ pio do terceiro ano, passando a exercer a profiss o de jornalista depois do 25 de Abril de 1974 Trabalhou na Tribuna at destrui o das suas instala es em Setembro de 1975, por colonos que se opunham independ ncia Foi nomeado diretor da Ag ncia de Informa o de Mo ambique AIM e formou liga es de correspondentes entre as prov ncias mo ambicanas durante o tempo da guerra de liberta o A seguir trabalhou como diretor da revista Tempo at 1981 e continuou a carreira no jornal Not cias at 1985 Em 1983 publicou o seu primeiro livro de poesia, Raiz de Orvalho, que inclui poemas contra a propaganda marxista militante Dois anos depois demitiu se da posi o de diretor para continuar os estudos universit rios na rea de biologia.Al m de ser considerado um dos escritores mais importantes de Mo ambique, o escritor mo ambicano mais traduzido Em muitas das suas obras, Mia Couto tenta recriar a l ngua portuguesa com uma influ ncia mo ambicana, utilizando o l xico de v rias regi es do pa s e produzindo um novo modelo de narrativa africana Terra Son mbula, o seu primeiro romance, publicado em 1992, ganhou o Pr mio Nacional de Fic o da Associa o dos Escritores Mo ambicanos em 1995 e foi considerado um dos doze melhores livros africanos do s culo XX por um j ri criado pela Feira do Livro do Zimbabu.Na sua carreira, foi tamb m acumulando distin es, como os pr mios Verg lio Ferreira 1999, pelo conjunto da obra , M rio Ant nio Funda o Gulbenkian 2001 , Uni o Latina de Literaturas Rom nicas 2007 ou Eduardo Louren o 2012 Ganhou em 2013 o Pr mio Cam es, o mais importante pr mio para autores de l ngua portuguesa.


    638 Comments

    1. "Quem conta um conto acrescenta um ponto"Em 1992 o escritor e biólogo moçambicano Mia Couto (n. 1955) publicou o seu primeiro romance - ”Terra Sonâmbula”; traduzido para inglês por David Brookshaw e editado em 2006 com o título ”Sleepwalking Land”.“Naquele lugar, a guerra tinha morto a estrada. Pelos caminhos só as hienas se arrastavam, focinhando entre cinzas e poeiras. A paisagem se mestiçara de tristezas nunca vistas, em cores que se pegavam à boca. Em cores sujas, tão suja [...]


    2. Kind of an African "Arabian Nights". Beautiful and very original recreation of the Portuguese language. Mozambican fantasy interweaving stories.É uma espécie de Mil e uma noites africanas. Lindíssima e muito original recriação da língua portuguesa. Fantasia e realismo mágico moçambicano.


    3. What a powerful and reflective book about the aftermath of war. The images of loss, desire, eking out an existence compounded with war makes for some stark images. But this is a book of hope.Set in the 1970’s Moçambique, an older man, Tuahir (also called uncle) and a young man Muidinga clear the burnt bodies out of a bombed out bus to have a place to live. While clearing the bodies, they find a notebook by Kindzu. The notebook will be a grand diversion for the two men from their meager lives. [...]


    4. Terra Sonâmbula exprime uma abordagem muito interessante, e algo perturbadora, sobre as consequências da guerra civil em Moçambique. Nele lemos sobre o resultado da atrocidade e da brutalidade da guerra, sem a violência propriamente dita. Inúmeras metáforas servem para criar ora imagens terríveis ora imagens muito bonitas, servindo-se do folclore da terra para criar a atmosfera ideal, mítica. Tanto simbolismo não vem sem grande ambiguidade, pelo que a interpretação do texto pode ser, [...]


    5. This is an excellent, classic-grade novel but how do we get folks to find out about a work set in Mozambique, written in 1992 and translated from the Portuguese in 2006? Mozambique is a former Portuguese colony; that Indian Ocean country on the east coast of Southern Africa that "fits around" the broken-off island of Madagascar. This novel takes us back to the 1970's when a war of independence against colonial Portugal disintegrated into civil war, and ultimately, simply into banditry and chaos. [...]


    6. Normally I reserve my 5-star rating for tried and true books, books that I've returned to again and again. When I finished Sleepwalking Land, though, I flipped back to page 1 and started over immediately. It is one of the most gorgeous, devastating and disturbing books I've ever read. Sleepwalking Land is set during Mozambique’s civil war, which commenced shortly after the country became independent from the Portuguese colonists. During the course of the war, which ended in 1992, five million [...]


    7. I really wanted to enjoy this book. It starts well with prose that has a sense of magic in it absent from most contemporary fiction. You'll come upon lines like this: “the sea opens like a blue word." But the plot corners itself when the main characters hole up in a bus. And the narrative present shrivels away into magical realism.But there are still great moments, and the book probably deserves three stars for dialogue like this alone. After the shop of an Indian is burned, the man says, “I [...]


    8. A obra tem como pano de fundo os tempos de guerra em Moçambique, e é neste cenário que toda a história se desenrola. As personagens são de uma enorme humanidade, onde vigora um doloroso desespero e uma esperança que se recusa a morrer, permanecendo sempre uma dimensão mágica e mítica. A obra é de uma riqueza literária e cultural fenomenal, que proporciona o conhecimento realista da cultura tradicional moçambicana, prezando também a vertente da magia, os sonhos e os simbolismos.É vi [...]


    9. Cheio de neologismos e poesia. Um retrato de Moçambique durante a cruel guerra civil. A estrutura do livro é interessante, pois alterna o presente mostrando a convivência de um homem e um menino que perambulam a margem da sociedade e da guerra, e o passado registrado nos cadernos de Kindzu. Um tanto de realismo fantástico com um desfacho que deixou a história bem redonda e engenhosa. Acabei por me apegar pelos personagens e o fim do livro me deixou um tanto órfã.



    10. Did Cormac McCarthy read this before he wrote "The Road"?Was this written before or after "The Famished Road"?Mia Couto has written a book about roads which combines aspects of both the above. The road in the narrative of the man and the boy crosses a desolate depopulated land, with burnt out vehicles and marauding bands (similar to Cormac McCarthy's). The road in the notebooks they find is the path of a magical journey towards love and meaning, partly in a spirit world (similar to Ben Okri's) b [...]


    11. A escrita de Mia Couto não perde nunca as marcas ingénuas da oralidade e da pureza fundadora da Literatura, a que o escritor moçambicano junta sempre o mais profundo sentido da criatividade e da poesia. As suas obras - e este "Terra Sonâmbula" não escapa a essa regra - cumprem sempre plenamente a função primeira de qualquer escrito literário: encantar.


    12. Li este livro pela primeira vez há uns largos anos. Na altura, pouco percebi, no entanto gostei.Porque é que gostamos de coisas que não percebemos? Talvez aquilo que não percebemos nos intrigue, nos desperte para o desconhecido e nos ajude a alargar horizontes e a sair da nossa zona de conforto."Terra Sonâmbula", deve ter sido o primeiro livro "estranho" que li. Estranho na escrita, com personagens difíceis de conceber mas com uma linguagem que, embora não conseguisse captar na sua totali [...]


    13. This is my second novel by Mia Couto and I am definitely noticing some themes in his writing - dislocation, disorientation and isolation in or through war being a main one. His characters are often navigating their world almost completely alone, a world in shambles shaken to its foundation through the violences of war. This violence always occur 'off-screen' in his novels: in the past, just before, seeping into the crevices of people's memories.The reader is never confronted with it directly, wh [...]


    14. Num cenário de pós-guerra num Moçambique destruído onde já não há na terra nem no coração das pessoas, um velho e um menino vagueiam por caminhos onde um dia houve vida. Tuahir e Muidinga decidem instalar-se num autocarro queimado e encontram um caderno com a história de alguém.Mia Couto traz-nos um livro com um cheiro intenso a África, onde as páginas estão repletas de uma mitologia muito ligada à terra mas principalmente às pessoas. Há um certo misticismo ligado a esta histór [...]


    15. Não gosto, mesmo de realismo mágico demasiado exagerado. Por isso não é mesmo o meu tipo de livro valeu a pena por algumas passagens muito bem escritas e deliciosas palavras criadas.


    16. This book was.rre. I think I went into it expecting it to be a more or less straightforward historical fiction account of the Mozambican Civil War, but I quickly realized that it was going to be one that relied almost solely on magical realism in the telling. I definitely understand Couto's potential reason for taking this approach (since magical realism in such a context makes sense, especially when trying to dissect and come to terms with something as ravaging and transformative as war). While [...]


    17. Mia Couto’s “Sleepwalking Land” is one of these works that will probably spellbind some readers and leave others bored to death. Being the person I am now, in possession of my particular outlook, I seem to belong to the latter group. A less down-to-earth reader would have been staggered by the author’s heavy use of imagery, colour and metaphor, and would have been better able to enjoy the way in which Couto skillfully sets all that beauty against the backdrop of an endless, ghastly war. [...]


    18. Mia Couto's Sleepwalking Land is set during Mozambique's civil war, but it is not a novel specifically about Mozambique, it's about the entire post-colonial continent. This is a land where the past and present war for control of the future. Or perhaps it's not as grand as all that. Maybe it's just cruel and greedy people killing each other, or desperate people fighting in any way they can to survive. In the end it doesn't matter what the war is about; all that matters is that there is war.An old [...]


    19. It's like someone with a mind half Kafka and half Cormac McCarthy, the dreamstates of Doris Lessing, and the ever-loving heart of the mother of everybody lived in the thick of the Mozambiquan civil war, and wrote a book about it.It's traumatic writing, cracked clear through and showing the other side. War and profiteering and dreams and love, women and animals and monsters. Look: I can't explain this to you, except to say it's a book I read with wide eyes and half-breaths -- maybe I just mean it [...]


    20. In Terra Sonambula (Sleepwalking Land), set during the Civil War in Mozambique, the earth bleeds. Two characters wander aimlessly among wrecks of a land that was once at peace. There is a road but no destination, the road ceased to offer hope and now offers only the promise of criminals passing by, of attacks, of death. An unforgettable set of characters sleepwalks the same earth, some having given up hope, others trying to mend what seems well beyond mending. A man tries to dig a river with his [...]


    21. Fiquei muito impressionada com Terra Sonâmbula de Mia Couto. É interessante como ele inventa palavras e expressões sem que isso prejudique a experiência da leitura: choraminhices, maistravez, cabritotear, de vez em onde - pelo menos eu não as conhecia assim nessa forma mas percebe-se logo o que Couto quer dizer com elas. Gostei como as duas histórias - a do Muidinga e a história do Kindzu - ficam ligadas no fim. Interessante também como Kindzu refere ao fenómeno do tsunami nos cadernos [...]


    22. Uau. Não sei porque enrolei tanto pra ler esse livro. A forma de escrita do autor me causou um estranhamento enorme no início, o que me fez deixar o livro encostado por um tempo, mas quando eu tomei coragempoxa! Não deu pra largar! Quanta carga literária em uma obra tão pequena! e como é raro ler algo sobre a realidade africana. O realismo fantástico foi uma agradável surpresa, e uma das coisas que mais me prendeu a atenção durante toda a história. Recomendo essa leitura para todos. T [...]


    23. O primeiro capítulo me atraiu mais pelo potencial de história que pela famosa linguagem. No entanto, não consegui terminar o segundo. O clima fabular parece querer lhe inundar por dentro com uma avalanche de fatos mágicos atrás de fatos mágicos, mas não tinha sequer começado a acreditar em uma aparição sobrenatural quando a próxima já era deslanchada. Não consegui suspender a descrença para essa leitura, além de começar a ficar mesmo irritado pelos neologismos.Sei que li pouco - [...]


    24. This was a beautiful story of a horrible time in Mozambique. Muidinga and Tuahir (refugees) are walking along a dusty road, trying to find a place to escape the war. They find a burnt out bus, and they are convinced that since the bus was already picked over for anything valuable, they would be safe. They find a box of notebooks-diaries of a young man, whose stories become entangled with the refugees.


    25. Uma nova escrita para mim. Um novo tipo de história que nos leva pela escrita moçambicana com um final fenomenal, que não posso revelar. Hei-de ler mais livros dele. Aqui fica a promessa, a começar pelo próximo!


    26. Fiquei na dúvida entre dar 3 e 4 estrelinhas. O livro é muito bom e me fez pensar em coisas que eu não vivi pessoalmente (ainda bem!), apenas atraves dos personagens, como a guerra. Achei o estilo de Mia Couto encantador e definitivamente vou ler outros livros dele!




    27. "War is a snake that bites us with our own teeth. Its poison flowed through all the rivers of our soulwe no longer ventured outside during the day and we no longer dreamed. Dreams are the eyes of life and we were blind. "Sleepwalking Land is a novel written by Mia Couto, a Mozambican writer, first published in Portuguese in 1992 and translated into English by David Brookshaw in 2006.Couto's first novel, a harsh portrayal of war-torn Mozambique, is loaded with symbolism and detail. Two refugees o [...]


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